Sinto-me, sem sentir, todo abrasado
No rigoroso fogo que me alenta;
O mal, que me consome, me sustenta,
O bem, que me entretém, me dá cuidado;
Ando sem me mover, falo calado,
O que mais perto vejo se me ausenta,
E o que estou sem ver mais me atormenta,
Alegro-me de ver-me atormentado;
Choro no mesmo ponto em que me rio,
No maior risco me anima a confiança,
Do que menos se espera estou mais certo;
Mas se de confiado desconfio,
É porque entre os receios da mudança
Ando perdido em mim, como em deserto.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Impossibilidades
Lamento pelo fato do vazio que esta tomando por completo a sua mente, sem uma base fixa e plana, veja o abstrato ele não define uma coisa certa seus caminhos suas cores obscuras e coloridas mostram o meu pensar. O tempo corre como aqueles caminhos, que não possuem um exato fim, então deixe ele te lavar e levar e cicatrizar de uma vez tuas feridas, e deixa minhas palavras continuarem fluindo como chuva sem fim dentro de um copo de papel, e tenha certeza que essa incerteza vai prevalecer, com nenhuma exatidão.
RebekaLucena.
RebekaLucena.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Mundo dos Duendes
No mundo dos duendes, há seres com atitudes individualistas, eles se gabam de conhecer muito, mas na verdade prova não saber tanto, ás vezes não sabem de absolutamente nada, é essa vida monotóna e repentina, que me deixa complexada, isso tudo se torna imprudencias tão banais, e eu so fico a meditar em cima dos cogumelos, e lavo essa ardósia com as mãos, não deixo a raiva tomar o lugar da compreenção.
RebekaLucena.
RebekaLucena.
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